twitter icons

quarta-feira, 18 de março de 2015

A ciência mostra como surge o narcisismo

Pintura de John William Waterhouse retrata a lenda de narciso, que se apaixonou por seu próprio reflexo em um lago (Foto: Timothy Takemoto/ flickr/ creative commons)
PINTURA DE JOHN WILLIAM WATERHOUSE RETRATA A LENDA DE NARCISO, QUE SE APAIXONOU POR SEU PRÓPRIO REFLEXO EM UM LAGO (FOTO: TIMOTHY TAKEMOTO/ FLICKR/ CREATIVE COMMONS)

Em tempos de selfies, o narcisismo se torna cada vez mais recorrente - todo mundo conhece um ~narciso, que ama o próprio reflexo. E esse reflexo não precisa ser literal, pode se referir a outros tipos de amor próprio excessivo que vão além do físico.

Mas como isso acontece? Como uma pessoa se torna tão autoconfiante e apaixonada pela própria imagem - a ponto de desprezar os outros? Pesquisadores americanos foram buscar essas respostas no comportamento das crianças. Foram analisadas 565 crianças, de 7 a 11 anos de idade, e seus pais - 415 mães e 290 pais.

O resultado foi claro e objetivo: crianças superestimadas pelos pais durante este estágio de desenvolvimento são mais propensas ao narcisismo. Segundo o estudo, “superestimar” é fazer a criança achar que é melhor que seus colegas. "Quando as crianças são vistas por seus pais como sendo mais especiais do que outras crianças, eles podem internalizar a visão de que eles são indivíduos superiores, uma visão que está no cerne do narcisismo", diz o estudo.

Mas a teoria da psicanálise sugere que narcisistas são fruto de um relacionamento frio com os pais - o que poderia invalidar as ideias dos autores da pesquisa, Brad Bushman e Eddie Brummelman.

Tendo isso em mente, Bushman e Brummelman se apoiaram na Teoria da Aprendizagem Social - a ideia que todo aprendizado provém de comportamentos já moldados. Então, as crianças, na verdade, aprendem a ser narcisas com os pais. É isso: pais narcisistas geram filhos narcisistas.

O segredo do sucesso com as crianças também está no estudo: "[...] Quando as crianças são tratadas por seus pais com carinho e apreço, podem interiorizar a ideia de que eles são indivíduos valiosos, uma visão que está no cerne da auto-estima”.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Psicóloga Alemã quebra "O Segredo" do pensamento positivo


Gabriele Oettingen, autora do livro 'Rethinking Positive Thinking' (Repensando o Pensamento Positivo, em tradução livre), lançado nos Estados Unidos
Gabriele Oettingen, autora do livro 'Rethinking Positive Thinking' (Repensando o Pensamento Positivo, em tradução livre), lançado nos Estados Unidos (Divulgação/VEJA)
Para a psicóloga alemã Gabriele Oettingen, o otimismo é o pior caminho para alcançar os desejos. Nesta entrevista ao site de VEJA, uma das maiores especialistas em pensamento positivo explica como combinar imagens de um futuro feliz a seus obstáculos é a melhor forma de tornar os sonhos realidade

“O pessimismo nunca ganhou nenhuma batalha”, disse certa vez o presidente americano Dwight Einsenhower (1890-1969). Para a psicóloga alemã Gabriele Oettingen, ele deveria acrescentar que o otimismo também é incapaz de vencer qualquer combate. 

Apoiada em 20 anos de pesquisas sobre o pensamento positivo, a professora da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, e da Universidade de Hamburgo, na Alemanha, derrubou em mais de uma centena de experimentos científicos a crença de que, para alcançar um sonho na vida, basta imaginá-lo realizado. De acordo com Gabriele, o universo não conspira a favor de ninguém. Ao contrário do que afirmam gurus e best-sellers de autoajuda, como o livro O Segredo, o caminho para alcançar uma meta não é esperar que ela se realize em um passe de mágica, mas trabalhar duro.

“Em qualquer perspectiva, a sabedoria convencional da psicologia e da literatura de autoajuda está errada: o pensamento positivo não ajuda sempre”, diz a psicóloga, autora do livro Rethinking Positive Thinking(Repensando o Pensamento Positivo), lançado recentemente nos Estados Unidos.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Pesquisa da Unicamp estuda a empatia dos médicos e joga luz sobre perfil profissional

Marcelo Schweller e Marco Antônio de Carvalho Filho
Uma pesquisa realizada na Unicamp tenta entender como a própria vivência e ensino durante a Faculdade de Medicina provoca no médico uma espécie de antipatia, ou seja, um distanciamento e indiferença do médico em relação ao paciente e o foco exclusivo na doença. A pesquisa também pode servir para entender o perfil dos médicos brasileiros e, até, a reação da classe em relação à presença de colegas cubanos no Brasil.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Síndrome de Asperger: "O gênio solitário"

Imagem: Somosvidaysalud
Como prometido estou repassando algumas informações sobre Transtorno Global do Desenvolvimento(TGD). 

A Síndrome de Asperger é um desses transtornos e que intriga cientistas devido a suas características peculiares. Asperger é, segundo alguns estudiosos, uma variante do autismo (há quem discorde). E o mais impressionante nessa síndrome, diferentemente das demais da TGD, é que o indivíduo vive em um mundo e ao mesmo tempo "não faz parte" dele. É um pouco difícil de explicar mas é em minhas palavras é como se vivesse metade em seu mundo particular(interior) e metade no mundo exterior. O que complica mais ainda a vida de quem tem esse transtorno é o fato de aparentar ser uma pessoa normal. Isso causa um certo desconforto pois a sensação é de não se encaixar em nenhum grupo e ao mesmo tempo consegue, mesmo que de forma difícil, fazer parte de muitos grupos. 

Um vídeo do Fantástico tentou de uma forma bem simples explicar a Síndrome de Asperger. A reportagem trouxe uma forma mais "romântica" dessa variante do autismo, colocando os indivíduos como gênios. É bem verdade que indivíduos acometidos por Asperger mostram-se com desenvolvimento elevado em alguma área, podem decorar textos, datas e informações de uma forma impressionante, mas a vida social delas em alguns casos fica comprometida é o que costumo chamar de "o gênio solitário".

Veja o vídeo do Fantástico, inclusive com um norteriograndense Cleonilson que faz cálculos rápidos. Em seguida um depoimento de um jovem com Asperger(Legendado)  



Depoimento:

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Como problemas emocionais se transformam em doenças?

A ideia de que fenômenos emocionais levam a alterações físicas é antiga. Em 1628, o anatomista inglês William Harvey (1578-1657) observou que todo mal-estar sentido na mente era direcionado para o coração. Hoje se sabe que o inconsciente interpreta e responde ao que chega ao cérebro por meio das terminações nervosas do corpo. É o que acontece quando levamos um susto, por exemplo.

Contra uma possível ameaça, o cérebro dispara reações para enfrentá-la ou fugir dela. “O coração acelera os batimentos para redistribuir o sangue para os músculos correrem ou lutarem e para o cérebro processar com rapidez toda essa situação. É por isso também que, para oxigená-los, a respiração fica mais rápida. É o chamado estresse, que envolve o sistema nervoso, hormonal e imunológico”, explica Artur Zular, presidente do Comitê Multidisciplinar de Medicina Psicossomática da Associação Paulista de Medicina.

Sem a fonte estressora, o corpo volta ao normal. Mas em caso de estresse permanente as coisas se complicam: os órgãos podem se esgotar, adoecer e o sistema imunológico tem sua ação inibida, facilitando o aparecimento de asma, alergias, gastrite, infecções e problemas cardíacos.

Fontes: Artur Zular, Presidente do Comitê Multidisciplinar de Medicina Psicossomática da Associação Paulista de Medicina; Ricardo Monezi, pesquisador do Instituto de Medicina Comportamental da Unifesp; e Sérgio Hércules, vice-presidente da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática.

Da Revista Galileu Online

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Síndrome de Heller ou Transtorno Desintegrativo da infância

Imagem: PsicoBlog
Esse mês me dedico aos Transtornos Globais do Desenvolvimento. Em postagens anteriores eu falei um pouco sobre o autismo, um tipo de TGD, além da Sindrome de Rett. 

Agora é a vez do Transtorno Desintegrativo da infância, ou Síndrome de Heller.

Como Acontece?

Durante os primeiros 2 anos de vida a criança apresenta desenvolvimento normal das habilidades, porém, entre os 2 e 10 anos o transtorno mostra-se um verdadeiro vilão. Segundo especialistas durante esse período há o que se chama de “perda clínica” das habilidades adquiridas.

O que mais dificulta o diagnóstico dessa síndrome é o fato de que nos primeiros anos há a manifestação normal de comunicação verbal e não verbal além de socialização e brincadeiras típicas de crianças nessa idade.

Após esse período a criança começa a apresentar dificuldade na adaptação social; a linguagem expressiva começa a ficar comprometida; Há uma perda das habilidades motoras, além da dificuldade no controle de esfíncteres. Para os profissionais em saúde mental a perda em pelo menos duas dessas áreas já é um dos indícios destacados nos critérios para diagnóstico de Síndrome de Heller. Além desses, outros critérios de diagnóstico são mencionados no DSM IV* como: comprometimento da interação social; dificuldade na comunicação ou em manter relacionamento social; atraso na linguagem falada. O funcionamento anormal em pelo menos duas dessas áreas podem denunciar a presença do Transtorno Desintegrativo da Infância.

Essa Síndrome ainda não tem cura, porém é importante que haja o diagnóstico precoce com objetivo de diminuir os efeitos da perda das habilidades adquiridas. Uma das possibilidades de tratamento é promover uma melhor interação social entre as crianças pois é uma das dificuldades que causam mais prejuízos para sua qualidade de vida.

*Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Síndrome de Rett: Mais um Transtorno Global de Desenvolvimento

Esse mês estarei falando sobre os principais Transtornos Globais do Desenvolvimento. 


Além do autismo, destacado em uma outra postagem deste blog, a Síndrome de Rett é um Transtorno Global de Desenvolvimento que é preocupante para a interação social e para a vida futura da criança. Esse Transtorno acomete mais quase que exclusivamente as meninas. 

Como ocorre? 

Imagem: Divulgação
Segundo minha pesquisa, a Síndrome é uma anomalia em um gene que ocasiona desordens neurológicas, compromete com o tempo funções intelectuais e motoras, além de causar dependências e alterações de comportamento. 

Entre os sintomas pode-se observar: 


- Diminuição do desenvolvimento psicomotor; 
- Diminuição, também, do crescimento craniano, podendo levar a uma microcefalia; 
- Perda do uso das mãos causando movimentos repetitivos como apertar, esfregar, bater palmas; 
- Perda de vocábulos, ou palavras adquiridas aprendidas; 
- Problemas de comunicação e raciocínio; 
- Distanciamento Social 
- Problemas respiratórios em vigília como apneia, hiperventilação (aumento na quantidade de ar enviado para os pulmões na respiração), aerofagia (“comer o ar”); 
- Distúrbios do sono; 
- Alterações na visão: Doença da retina, atrofia óptica e catarata; 
- Dano cerebral antes ou após o nascimento. 

Tratando e “Cura” da Síndrome de Rett 

O biólogo Alysson Muotri é, segundo minha pesquisa, um Biólogo brasileiro com pós-doutorado em Neurociências no Instituto Salk em San Diego, Califórnia. Ele é responsável por um estudo de um grupo de cientistas que conseguiu “curar” um neurônio autista, estudo esse que foi baseado justamente na Síndrome de Rett o que poderá proporcionar a longo prazo uma possível cura real.